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	<title>Morgan Fardo</title>
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	<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 23:24:40 +0000</pubDate>
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		<title>Dia D - 20/01/2009</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 23:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Morgan Fardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[crise]]></category>

		<category><![CDATA[Obama]]></category>

		<category><![CDATA[USA]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo está apostando todas as fichas em Barack Obama para sair da crise que teve seu estopim no mercado imobiliário americano, mais precisamente nos títulos chamados &#8220;subprime&#8221; que os bancos lançaram ao mercado. Esses títulos, cujos recursos são destinados ao financiamento de casas à fatia da população de baixa renda, são lastreados em hipotecas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo está apostando todas as fichas em Barack Obama para sair da crise que teve seu estopim no mercado imobiliário americano, mais precisamente nos títulos chamados &#8220;subprime&#8221; que os bancos lançaram ao mercado. Esses títulos, cujos recursos são destinados ao financiamento de casas à fatia da população de baixa renda, são lastreados em hipotecas imobiliárias de alto risco e por isso com alto retorno. Quando essas famílias começaram a ter dificuldades em honrar seus compromissos, os títulos passaram a perder seu valor e, muitas instituições que haviam investido nesse mercado devido ao alto retorno, passaram a ter prejuízos e a necessitar de capital para poderem honrar seus compromissos.<br />
Obama, em sua campanha eleitoral, prometeu reaquecer a economia atráves da redução do imposto de renda a determinada fatia da população e, através de investimentos públicos em infraestrutura, principalmente em energias renováveis. Certamente o uso do dinheiro público como forma de aquecer a econômia é a maneira mais rápida de se reverter um quadro de desaceleração ou mesmo de recessão. O problema está na saúde financeira da economia americana.<br />
A crise só não está pior porque o mundo não tem a menor dúvida de que os Estados Unidos continuarão a honrar suas dívidas e por isso continuam a financiá-lo. Até quando? Veja abaixo a situação das finanças públicas dos Estados Unidos:</p>
<ul>
* O governo americano tem uma dívida pública da ordem de $10.553.014.664.691,60<sup class='footnote'><a href='#fn-43-1' id='fnref-43-1'>1</a></sup>, isso mesmo, mais de $10 trilhões de dólares, equivalente a 62% do PIB americano. </ul>
<ul></br><br />
* O déficit estimado para o ano fiscal de 2008 é da ordem de $1trilhão de dólares.
</ul>
<p>Considerando que, devido a crise econômica haverá uma redução das receitas e, o cumprimento das promessas de campanha pelo presidente Barack Obama irão aumentar os gastos, o déficit esperado para 2009 deve ser maior ainda.<br />
Reduzir déficit, seria reduzir despesas, e muito provavelmente aumentar a recessão. Aumentar as despesas será acabar de vez com as finanças americanas. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Sinceramente, a missão do novo presidente americano será uma tarefa árdua. Obama não vai sair do Iraque porque  é bonzinho, vai sair porque precisa, é um gasto que o governo americano não está mais em condições de suportar.<br />
Precisará sentar com seus acessores e rever cada dólar gasto pelo Estado, reduzir os superfluos e os menos produtivos<sup class='footnote'><a href='#fn-43-2' id='fnref-43-2'>2</a></sup> e aplicar em setores que gerem um efeito multiplicador maior sobre a economia como a indústria automobilística, o setor de infraestrutura e a própria construção civil. Se essa crise foi/é tão séria deve-se justamente ao fato de ter afetado um setor que gera um efeito multiplicador enorme sobre a economia.<br />
Dia 20 está chegando, e Obama tem o voto de confiança de todo o Mundo, agora, se até meados de julho os resultados das políticas que serão adotadas pelo novo governo não começarem a aparecer, uma nova crise de confiança pode atingir o mercado e dessa vez mais forte do que a anterior. </p>
<div class='footnotes'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-43-1'>Em 30/12/2008 - Fonte: http://www.treasurydirect.gov/NP/BPDLogin?application=np <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-43-1'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-43-2'>Por produtivos entenda-se o setor cujo investimento gere um efeito multiplicador sobre outros setores. Ex: A indústria automobilística gere efeito sobre o setor de mineração, siderurgia, borracha, plástico, combustíveis, etc&#8230; <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-43-2'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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		<title>Afinal, o que está acontecendo com o preço das commodities?</title>
		<link>http://informeeconomico.com.br/morganfardo/2008/07/28/afinal-o-que-esta-acontecendo-com-o-preco-das-commodities/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 15:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Morgan Fardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[commodities]]></category>

		<category><![CDATA[commodity]]></category>

		<category><![CDATA[preço]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da turbulência no mercado de crédito internacional e da desaceleração da atividade econômica nas maiores economias desenvolvidas do mundo, o preço das commodities  - especialmente petróleo, níquel, estanho, milho e trigo - alcançaram valores recordes nos últimos meses.
Isto pode ser explicado basicamente por cinco fatores:
1) Aumento da demanda global devido ao crescimento populacional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da turbulência no mercado de crédito internacional e da desaceleração da atividade econômica nas maiores economias desenvolvidas do mundo, o preço das commodities  - especialmente petróleo, níquel, estanho, milho e trigo - alcançaram valores recordes nos últimos meses.<br />
Isto pode ser explicado basicamente por cinco fatores:<br />
<strong>1) Aumento da demanda global devido ao crescimento populacional (principalmente na China, Índia e  Oriente Médio) e ao  aumento da renda per capta mundial.</strong><br />
No caso do petróleo, aproximadamente 56% do aumento da demanda global deveu-se a China e Índia. De 2001 a 2007 a China quintuplicou sua frota de automóveis e estima-se que em 2016 ela ultrapasse os EUA em venda de automóveis, atingindo a marca de 11 milhões de veículos/ano, chegando a praticamente 18 milhões/ano em 2030. No mercado do cobre os dados se repetem. A China, sozinha, foi responsável por 90% do aumento da demanda desde o ano 2000 para cá.<br />
No que se refere aos alimentos, verifica-se que a população dos países emergentes não estão apenas comendo mais, mas com o aumento da renda per capta estão mudando seu padrão de consumo para uma dieta rica em proteína como carne, peixe e óleos vegetais. Em 2006, a China foi responsável por 20% do consumo mundial de trigo, milho, arroz e soja.<br />
<strong>2) A produção de biocombustíveis catapultou a demanda de determinados produtos.</strong><br />
A alta recorde no preço do petróleo e os subsídios generosos dados pelos EUA e pela União Européia (UE) à seus agricultores incentiva a produção de biocombustíveis. Segundo o FMI, os EUA e a UE são hoje os maiores produtores mundiais de etanol e biodiesel, respectivamente. O problema é que grande parte da produção de grãos, principalmente milho e canola, estão sendo aplicados na produção de biocombustíveis.  Segundo o Departamento de Agricultura Americano 27% do milho colhido pelos EUA foi usado na produção de etanol. Isto está causando uma assimetria de preços que significa que, o aumento do preço do petróleo está levando a uma aumento do preço dos biocombustíveis, incentivando o aumento da oferta.  Por sua vez, o crescimento da produção de biocombustíveis acarreta uma escassez de grãos e conseqüentemente um aumento no preço dos alimentos.<br />
Se não bastasse isso, o crescimento da produção de biocombustíveis não está ajudando a arrefecer a alta no preço do petróleo visto que representam menos de 1,5% da oferta de combustíveis para o setor de transporte.<br />
<strong>3) Demora na resposta da oferta ao aumento de preços.</strong><br />
A oferta de commodities tende a ser inelástica ao preço, ou seja, o aumento de preços tende a ser maior que a resposta dos produtores no aumento da  produção. Isto pode ser observado  pelo crescimento da oferta em níveis menores que o aumento da demanda nos últimos anos. Com isso os estoques globais, principalmente de petróleo e alimentos, estão nos níveis mais baixos dos últimos 20 anos. No caso do petróleo verifica-se também um declínio do tamanho médio das novas reservas descobertas, associado aos desafios tecnológicos em explorar novos campos em águas profundas e nas chamadas <em>oil sands</em><sup class='footnote'><a href='#fn-18-1' id='fnref-18-1'>1</a></sup>.<br />
<strong>4) Aumento de preço devido a demanda cruzada entre os produtos.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Por exemplo, no caso do etanol produzido pelos EUA a partir de milho. O aumento da demanda por etanol  foi responsável pelo aumento do preço do milho que por sua vez foi responsável pelo aumento do preço da carne, uma vez que o milho é um insumo para o setor. Da mesma forma, o aumento do preço do milho acaba gerando também um aumento do preço de seus substitutos diretos como a soja por exemplo.<br />
<strong>5) Baixas taxas de juros internacionais e a depreciação do dólar.</strong><br />
Devido ao excesso de liquidez internacional, a necessidade de diversificar investimentos para aumentar a rentabilidade e a rápida expansão do mercado financeiro de commodities houve uma migração de recursos de títulos do tesouro para aplicação em contratos futuro de commodities. Como o preço é determinado em bolsa de valores e normalmente o preço futuro acaba puxando o preço a vista,  um aumento da demanda no mercado futuro, com conseqüente aumento do preço futuro, como em uma profecia auto-realizável <sup class='footnote'><a href='#fn-18-2' id='fnref-18-2'>2</a></sup>, acaba por elevar o preço a vista.<br />
Fruto de uma década de forte crescimento da economia mundial, este cenário não deve mudar pelos próximos cinco  anos, período em que a chamada segunda geração de biocombustíveis - produzidos a  partir de fontes diversas de biomassa não usadas na alimentação humana como o bagaço da cana-de-açúcar, serragem, celulose, etc&#8230; - esteja sendo utilizada  em grande escala. Isto acabaria por reduzir a demanda de grãos  para produção de biocombustíveis e os preços tenderiam a estabilizar-se. Outra solução, porém muito improvável de acontecer devido a queda-de-braço existente entre países &#8220;desenvolvidos&#8221; e em &#8220;desenvolvimento&#8221;, seria uma liberação de mercados e redução de subsídios agrícolas o que possivelmente incentivaria o aumento da oferta global de alimentos. A questão é que nem uns nem outros  parecem estar dispostos a abrir concessões. Enquanto isso, viveremos um cenário sombrio já que tanto a UE como os EUA têm metas ambiciosas de crescimento do uso de biocombustíveis em sua matriz energética.</p>
<div class='footnotes'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-18-1'>Areias betuminosas cuja reserva está localizada no norte do Canadá e estimada em 1,7 trilhão de barris. O petróleo é separado da areia através de um processo de destilação. <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-18-1'>&#8617;</a></span></li>
<li id='fn-18-2'>Profecia auto-realizável: exemplo, se o Banco Central diz que a inflação será de 5% e todo mundo crê que ele vai fazer de tudo para que isso ocorra, os agentes (famílias e empresas) já se programarão para reajustar seus produtos em 5% de forma que a inflação realmente será de 5%. <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-18-2'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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		<title>Fundo Soberano</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 19:33:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Morgan Fardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Macroeconomia]]></category>

		<category><![CDATA[fundo soberano]]></category>

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		<description><![CDATA[Como se não houvesse assuntos mais importantes (como a reforma tributária por exemplo), o tema do momento é a criação do tal Fundo Soberano Brasileiro. Um fundo soberano nada mais é do que um fundo de investimento criado por países para gerir o excesso de recursos que possuem e aplicar em ações, títulos, ativos financeiros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Como se não houvesse assuntos mais importantes (como a reforma tributária por exemplo), o tema do momento é a criação do tal Fundo Soberano Brasileiro. Um fundo soberano nada mais é do que um fundo de investimento criado por países para gerir o excesso de recursos que possuem e aplicar em ações, títulos, ativos financeiros em outros países, etc.</p>
<p style="text-align: justify">Gostaria de saber quem disse ao governo que esse é o nosso caso. Em primeiro lugar não temos dinheiro sobrando, temos é inúmeras necessidades de melhoria nos serviços prestados pelo governo, principalmente em saúde, educação e segurança. Em segundo lugar se o dinheiro realmente está sobrando lhes pergunto: o que o Sr(a). faria se tivesse um dinheiro extra e tivesse uma dívida no cartão de crédito ou no cheque especial? O mais racional seria quitar a dívida. Pois bem, o Brasil possui mais de R$1,4 trilhão (mais precisamente R$1.494.588.000.000,00, isso mesmo, é número que não acaba mais), de dívida interna. Escoam-se pelo ralo todos os anos quase R$85 bilhões em despesas com juros.</p>
<p style="text-align: justify">Por isso lhes pergunto: se há dinheiro sobrando e, se esse dinheiro sobrando (segundo avaliação do governo) não precisa ir para saúde, educação e segurança,  - que pelo jeito vão muito bem obrigado -  não seria interessante ir aos poucos pagando a dívida interna ?</p>
<p style="text-align: justify">Muitos provavelmente serão a favor do calote da dívida. Essa não é uma saída. Uma vez que o país optou por pegar recursos emprestados, esses recursos devem ser pagos. O que deveria ter sido feito é uma análise prévia para ver se esses recursos realmente eram necessários e qual o retorno que esses investimentos nos dariam. Afinal, o Brasil ao longo da sua história - e principalmente na época da ditadura - captou recursos para projetos megalomaníacos que acabaram em nada como a construção da Transamazônica, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify">O gasto em juros certamente não traz retorno algum ao país e a grande maioria dos brasileiros. Então, na minha modesta opinião, porque não ir aos poucos quitando parte da dívida para com isso reduzir o montante de juros pagos anualmente. Se ano que vem conseguirmos reduzir em R$100 milhões  o gasto em juros, que num primeiro momento parece pouco, mas se formos responsáveis com as finanças públicas e não voltarmos a nos endividar será uma economia de R$100 milhões por ano durante o resto da vida. Claro que R$ 100 milhoes é um valor exemplificativo. Segundo o ministro Guido Mantega, o aporte inicial  ao fundo soberano seria da ordem de R$14 bilhões o que, se usado para amortizar nossa divida, poderia gerar uma economia anual de R$798 milhões de reais<sup class='footnote'><a href='#fn-13-1' id='fnref-13-1'>1</a></sup>.</p>
<p style="text-align: justify">Também nem tudo é tão simples assim, a dívida interna também cumpre um papel estabilizador na economia e serve como instrumento de política monetária, por isso nunca será zerada, e nem é o que proponho. O que proponho é uma redução, mas que nível? Isso cabe ao Banco Central  responder (que possui mais dados do que eu e os monitora em tempo real).  A questão da nível e da velocidade da redução repousa no fato de que a recompra de títulos públicos acabaria por injetar moeda na economia  e seus efeitos seriam sentidos na redução da taxa de juros, no aumento da demanda e possivelmente da inflação.  Por isso, essa redução deve ser feita em doses homeopáticas de forma que o Banco Central possa controlar as variáveis macroeconômicas  e não permitir a volta da inflação.</p>
<p style="text-align: justify">Caso queira saber de onde sairá os recursos para a formação do fundo leia a matéria que foi publicada no Globo Online clicando <a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/06/25/fazenda_ainda_esta_concluindo_detalhes_do_fundo_soberano_diz_bernardo-546967804.asp">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>OBS</strong>: Atente para o fato que dos R$14 bilhões para formação do Fundo Soberano: R$107 milhões serão com economia em passagens e diárias; R$23 milhões com economia em propaganda; R$500 milhões de economia com despesas de pessoal. Isto dá um total de R$630 milhões que pelo jeito são desperdiçados todos os anos. Se fôssemos um país sério gastaríamos apenas o necessário e pelo jeito esse valor é supérfluo do contrário não poderia ser cortado.</p>
<div class='footnotes'>
<div class='footnotedivider'></div>
<ol>
<li id='fn-13-1'>Fazendo-se uma conta de &#8220;padeiro&#8221; e usando uma regra de três básica entre juros e dívida chegamos a uma taxa de aproximadamente 5,7%, o que na realidade deve ser maior <span class='footnotereverse'><a href='#fnref-13-1'>&#8617;</a></span></li>
</ol>
</div>
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